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terça-feira, abril 26, 2011

Espargos Verdes

Pela primeira vez, este ano, temos espargos nacionais, BIO, fresquíssimos e a um excelente preço.

Para quem não está familiarizado com o modo de preparação dos espargos, deixamos aqui as dicas necessárias.

Para preparar o Espargo Verde, basta cortar o pé (só no caso de ser fibroso) e lavar. De seguida coza os espargos em pouca água e sal q.b.. O tempo de cozedura depende da espessura dos espargos, (de 4 a 12 minutos). Para verificar se o espargo está devidamente cozido retire com um garfo e observe se este se dobra.

Existem diversas receitas com espargos que poderá encontrar na Internet, sendo alguns exemplos:

os clássicos espargos com molho branco e batata nova;
espargos no forno com sal e alho, regados com azeite;
ou servidos frios em saladas;

Contacte-nos para saber como receber espargos BIO em sua casa.


sexta-feira, outubro 02, 2009

Rúcula - Eruca Sativa



Embora ainda pouco conhecida entre nós, a rúcula tem vindo a abrir caminho na cozinha portuguesa. É originária do Mediterrâneo e Ásia Ocidental (BIOREGE, 2006) e tem uma longa história de utilização medicinal. Os seus atributos afrodisíacos são um dos mais mencionados por Virgilius, Dioscórides e Galenus. Tais atributos foram também a razão pela qual a rúcula foi aparentemente proibida nos mosteiros durante séculos (Hedges e Lister, 2005) e considerada uma plantae non grata, apenas consumida por famílias "pagãs", daí a razão de se encontrar fortemente enraízado o consumo de rúcula em Itália e Grécia. A rúcula é também conhecida como “mostarda persa” por ter um sabor bastante semelhante ao da mostarda, ou seja, picante, embora o seu sabor seja mais forte e mais amargo. Este sabor forte e amargo deve-se à presença do óleo volátil de mostarda.

Devido ao seu sabor tão forte que se sobrepõe ao sabor dos outros alimentos, o uso da rúcula na culinária é,digamos, um pouco limitado. É mais utilizada crua em saladas, ou cozida como acompanhamento de carnes, massas e frutos do mar. A rúcula contém pró-vitamina A (como beta-caroteno), vitamina C, ácido fólico, cálcio, ferro e fibras. Tem ainda luteína, flavonóides, glucosilonatos (Barillari et al, 2005; Hedges e Lister, 2005) que são antioxidantes naturais. É rica em ácidos gordos polinsaturados (ómega 3) e é pobre em calorias. O seu uso tradicional como diurético, digestivo, emoliente, tónico, depurativo, laxativo, rubefaciente e estimulante encontra-se bem documentado de acordo com as referências dadas por Alam et al (2007) que podemos fornecer-vos caso estejam interessados.

sábado, janeiro 05, 2008

Pastinaca













Quantas vezes ouviram falar na importância de preservar a biodiversidade, as espécies autóctones, as tradições da terra, etc…

A pastinaca é sem dúvida um excelente exemplo da forma como desprezamos o que de melhor a nossa terra nos dá. Por outro lado encontramos uma óptima oportunidade de recuperar uma cultura que nos oferece um legume fantástico, tanto pelo seu aroma e sabor, como pelas suas propriedades. É nesse sentido que a Raízes tem introduzido a pastinaca na variedade de hortícolas que tem disponível e promovido a sua inclusão na cozinha dos nossos clientes.

Pastinaca (Pastinaca sativa), também conhecida por cherovia, cherivia, cheruvia ou pastinaga.
A pastinaca é uma planta pertencente à família da Apiaceae, plantas Angiospérmicas (plantas com flor). A esta família pertecem ainda a cenoura, a salsa, o aipo, os coentros, o funcho e endro ou aneto entre outras.

Quem descobre a pastinaca, rapidamente se apaixona por este legume, de fácil preparação e simples utilização na cozinha, desde sopa, saladas, legumes salteados, frita, puré, etc…
O seu intenso sabor, muito agradável, passeia-se pelos paladares da salsa e cenoura, embora mais intenso e há quem diga que o seu aroma tem algo parecido com o cheiro a coco.

O Cultivo da pastinaca remota aos tempos da Eurásia, antes do uso da batata, sendo que esta ocupava o seu lugar. É curioso analisarmos este facto, pois a introdução da batata no Sex. XVI pelos espanhóis na Europa veio retirar progressivamente espaço à pastinaca na nossa alimentação. A esse facto, não será seguramente alheio, o facto de a batata ser uma cultura mais produtiva.


Em termos nutritivos a pastinaca acaba por ser mais rica em vitaminas e sais minerais do que a cenoura, sendo que se destaca essencialmente pela quantidade de potássio, fósforo, vitamina A, vitamina B e ainda algum valor calórico.

Tradicionalmente a pastinaca em Portugal é cultivada na zona da Serra da Estrela, sendo contudo possível o seu cultivo noutras zonas do país. Esta planta no entanto não cresce em climas quentes e necessita da geada para desenvolver o seu sabor. Pelo tipo de raiz que é, a pastinaca prefere terrenos arenosos e/ou limosos. Terrenos argilosos ou pedregosos dificultam o seu crescimento, provocando raízes deformadas e de pequeno tamanho.

Finalmente deixamos o desafio de experimentar. Teremos todo o gosto em apresentar a pastinaca e ensinar como a introduzir na sua cozinha diariamente. Estará assim a contribuir para uma alimentação mais variada e rica, para além da preservação da biodiversidade.

Escusado será dizer que tudo só faz sentido se for de Agricultura Biológica.