Dia 14 de Junho a Raízes marcará presença no Ciclo de Cinema promovido pela Campo Aberto, onde poderão provar alguns dos nossos produtos biológicos.
Neste início de século, a forma como nos relacionamos com o mundo está a ser transformada em todos os aspectos.
Vivemos concentrados em grandes centros urbanos com uma vida cultural abundante. Os centros comerciais oferecem-nos um sem número de opções onde gastar o nosso dinheiro, e parece ser isso que define o nosso conceito de qualidade de vida. As viagens de avião de baixo custo fazem parecer que estamos mesmo a viver numa aldeia global… Ao mesmo tempo, com a internet e os “gadgets” electrónicos, queremos estar sempre perto de tudo. Enquanto isso esquecemos a importância de algumas necessidades básicas, como a alimentação. Não sabemos, ou não queremos saber o que se esconde por detrás das prateleiras dos supermercados. Mas devíamos!
A agricultura moderna divorciou-se completamente da natureza e já é um dos maiores consumidores de energia e água, bem como causadora de poluição. A agricultura intensiva destrói a biodiversidade e contamina a terra com pesticidas e fertilizantes artificiais. A isso vem somar-se a contaminação biológica e outras ameaças da introdução de organismos geneticamente modificados.
As regras do mercado livre globalizado aplicadas ao sector estão a destruir o modo de subsistência de milhões de pessoas e comunidades ao redor do mundo. E o resultado final disso também é péssimo para nós consumidores. Os alimentos estão repletos de resíduos químicos que se acumulam no nosso corpo com potenciais efeitos graves para a saúde.
Que decisões individuais ou colectivas podemos tomar para mudar este rumo? Este ciclo de cinema pretende lançar algumas ideias.
24 de Maio
•Filme “Quem alimenta o mundo?” (duração 93 minutos)
•Prova de produtos da Quinta de Segade.
31 de Maio
•Filme “o futuro dos alimentos” (duração 89 minutos)
•Prova de produtos da Naturocoop.
•Debate sobre agricultura biológica.
7 de Junho
•Filme “Carne, uma verdade mais que inconveniente” (duração 74 minutos)
•Prova de produtos da Casa da Horta.
•Debate sobre alimentação vegetariana.
14 de Junho
•Filme “TranXgenia – A História da Lagarta e do Milho” (duração 37 minutos)
•Prova de produtos do Projecto Raízes.
•Apresentação da Plataforma Transgénicos Fora e debate sobre organismos geneticamente modificados.
As sessões terão lugar sempre às 21h30 no auditório do Clube Literário do Porto – Rua Nova da Alfândega, 22.
Entrada livre. Mais informações em www.campoaberto.pt/cicloalimentacao
Organização:
•Movimento Pró-Informação para a Cidadania e Ambiente
•Campo Aberto
•Plataforma Transgénicos Fora
Apoios:
•Casa da Horta
•Clube Literário do Porto
•Naturocoop
•Quinta de Segade
•Raízes
BEM-VINDOS AO BLOG DA RAÍZES Aqui poderá encontrar informações sobre a Agricultura Biológica, Ecologia, Desenvolvimento Sustentável, Humanismo, Saúde e outras informações sobre o nosso trabalho. APROVEITE TAMBÉM PARA VISITAR O NOSSO SITE WWW.RAIZES.ORG e a nossa loja online
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terça-feira, maio 18, 2010
sábado, janeiro 16, 2010
Conversas sobre Ambiente - 21 de Janeiro na Fundação Serralves
Fundação de Serralves, 21 de Janeiro de 2010 - 17h00-19h30
Fundação de Serralves, Porto
O ano de 2010 foi definido pela Assembleia Geral das Nações Unidas como o Ano Internacional da Biodiversidade, como resposta à necessidade de combater a perda alarmante da biodiversidade e à de consciencializar a sociedade para o impacte que as suas acções têm sobre várias espécies de fauna e flora a nível mundial.
Que medida será necessária tomar para reverter a destruição e fragmentação do habitat, a sobre-exploração de espécies e a invasão de espécies introduzidas? Estará a resposta nas nossas opções de consumo? Neste debate pretendemos discutir estas e outras questões que consideramos pertinentes para a salvaguarda da nossa riqueza biológica e da Conservação da Natureza.
Oradores convidados:
José Teixeira
CIBIO - Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos - Universidade do Porto
Major Amado
SEPNA/GNR - Serviço de Protecção da Natureza e Ambiente - Guarda Nacional Republicana
Pedro Rocha
Raízes - Agricultura e Produtos Biológicos, LDA
Moderadora
Arminda Deusdado - Farol de Ideias
Entrada Gratuita
Mediante inscrição prévia para
Tel.: 22 61 56 587 ou e-mail: c.almeida@serralves.pt
Porto - Fundação Serralves
Biblioteca, Museu de Arte Contemporânea
Próximas Conversas
- Energia: Mais eficiência, Menos consumo. Será esta a solução? – (18 de Fevereiro)
- Produtos certificados de origem florestal: Novas opções para os consumidores informados? - (18 de Março)
- Como optimizar o recurso água para adiar a escassez anunciada? – (22 de Abril)
- Como influenciar o consumo, consumindo? - (20 de Maio)
- Como as nossas opções de mobilidade afectam o Ambiente? - (17 de Junho)
quinta-feira, julho 16, 2009
quarta-feira, julho 01, 2009
quarta-feira, fevereiro 13, 2008
Transgénicos : Quem beneficia?
Plataforma Transgénicos Fora
http://www.stopogm.net/
2008/02/13
Comunicado
No dia em que a indústria divulga o relatório anual mundial
QUEM GANHA COM AS CULTURAS TRANSGÉNICAS?
O cultivo de transgénicos a nível mundial está a conduzir a um aumento massivo do consumo de pesticidas e só as empresas que os vendem podem lucrar com tal situação. Isto mesmo foi verificado num estudo agora disponível (1) que desmonta a realidade cor de rosa apresentada hoje em Bruxelas pelo ISAAA, uma organização que representa os interesses globais da indústria da engenharia genética.
De facto, até a indústria começa a reconhecer que o consumo de pesticidas está a aumentar. Em entrevista (2), uma representante da EuropaBio (associação europeia de bioindústrias) afirmou que se têm vindo a verificar "aplicações muito maiores de Roundup [herbicida], junto com uma série de outros químicos."
Os números do próprio governo americano mostram que, entre 1994 e 2005, o consumo de glifosato (o princípio activo do Roundup, o pesticida mais usado em transgénicos) aumentou 15 vezes. Só entre 2005 e 2006 a aplicação de glifosato em soja transgénica subiu 28%, tendo atingido o total de 44 mil toneladas em solo americano.
Apesar destas subidas o uso de outros pesticidas, ainda mais tóxicos e que as culturas transgénicas prometiam evitar, não está a declinar. Nos Estados Unidos, o país que mais cultiva transgénicos em todo o mundo, a aplicação de 2,4 D (um herbicida altamente tóxico e um dos componentes do Agente Laranja, de má memória) em soja mais do que duplicou entre 2002 e 2006. A atrazina, proibida na União Europeia devido à sua toxicidade, aumentou 12% na culturas americanas de milho transgénico entre 2002 e 2005.
As perspectivas futuras apontam para uma situação cada vez mais grave: à medida que cada vez mais ervas daninhas se tornam resistentes aos mesmos herbicidas que as plantas transgénicas toleram, o cocktail químico necessário para as controlar vai aumentando sempre mais em volume, toxicidade e número de ingredientes. (3)
Esta situação penaliza agricultores, o ambiente e toda a sociedade. Quem ganha? Porque os contratos de vendas de sementes transgénicas vinculam o agricultor a comprar os pesticidas à mesma empresa que produziu as sementes, quanto mais pesticidas as culturas transgénicas precisarem, mais as empresas beneficiam.
Notas:
1 - O relatório completo, realizado pela associação Amigos da Terra Internacional, está disponível para descarregar em: www.foeeurope.org/GMOs/Who_Benefits/FULL_REPORT_FINAL_FEB08.pdf
2 - A entrevista integral está disponível em: www.ethicalcorp.com/content.asp?ContentID=5684
3 - Para mais informação consultar por exemplo southeastfarmpress.com/soybeans/122707-resistant-weeds/index.html
Para mais informações: Dra. Margarida Silva, 91 730 1025
A Plataforma Transgénicos Fora é uma estrutura integrada por onze entidades não-governamentais da área do ambiente e agricultura (ARP, Aliança para a Defesa do Mundo Rural Português; ATTAC, Associação para a Taxação das Transacções Financeiras para a Ajuda ao Cidadão; CNA, Confederação Nacional da Agricultura; Colher para Semear, Rede Portuguesa de Variedades Tradicionais; FAPAS, Fundo para a Protecção dos Animais Selvagens; GAIA, Grupo de Acção e Intervenção Ambiental; GEOTA, Grupo de Estudos de Ordenamento do Território e Ambiente; LPN, Liga para a Protecção da Natureza; MPI, Movimento Pró-Informação para a Cidadania e Ambiente; QUERCUS, Associação Nacional de Conservação da Natureza; e SALVA, Associação de Produtores em Agricultura Biológica do Sul) e apoiada por dezenas de outras. Para mais informações contactar info@stopogm.net ou www.stopogm.net
Mais de 10 mil cidadãos portugueses reiteraram já por escrito a sua oposição aos transgénicos.
http://www.stopogm.net/
2008/02/13
Comunicado
No dia em que a indústria divulga o relatório anual mundial
QUEM GANHA COM AS CULTURAS TRANSGÉNICAS?
O cultivo de transgénicos a nível mundial está a conduzir a um aumento massivo do consumo de pesticidas e só as empresas que os vendem podem lucrar com tal situação. Isto mesmo foi verificado num estudo agora disponível (1) que desmonta a realidade cor de rosa apresentada hoje em Bruxelas pelo ISAAA, uma organização que representa os interesses globais da indústria da engenharia genética.
De facto, até a indústria começa a reconhecer que o consumo de pesticidas está a aumentar. Em entrevista (2), uma representante da EuropaBio (associação europeia de bioindústrias) afirmou que se têm vindo a verificar "aplicações muito maiores de Roundup [herbicida], junto com uma série de outros químicos."
Os números do próprio governo americano mostram que, entre 1994 e 2005, o consumo de glifosato (o princípio activo do Roundup, o pesticida mais usado em transgénicos) aumentou 15 vezes. Só entre 2005 e 2006 a aplicação de glifosato em soja transgénica subiu 28%, tendo atingido o total de 44 mil toneladas em solo americano.
Apesar destas subidas o uso de outros pesticidas, ainda mais tóxicos e que as culturas transgénicas prometiam evitar, não está a declinar. Nos Estados Unidos, o país que mais cultiva transgénicos em todo o mundo, a aplicação de 2,4 D (um herbicida altamente tóxico e um dos componentes do Agente Laranja, de má memória) em soja mais do que duplicou entre 2002 e 2006. A atrazina, proibida na União Europeia devido à sua toxicidade, aumentou 12% na culturas americanas de milho transgénico entre 2002 e 2005.
As perspectivas futuras apontam para uma situação cada vez mais grave: à medida que cada vez mais ervas daninhas se tornam resistentes aos mesmos herbicidas que as plantas transgénicas toleram, o cocktail químico necessário para as controlar vai aumentando sempre mais em volume, toxicidade e número de ingredientes. (3)
Esta situação penaliza agricultores, o ambiente e toda a sociedade. Quem ganha? Porque os contratos de vendas de sementes transgénicas vinculam o agricultor a comprar os pesticidas à mesma empresa que produziu as sementes, quanto mais pesticidas as culturas transgénicas precisarem, mais as empresas beneficiam.
Notas:
1 - O relatório completo, realizado pela associação Amigos da Terra Internacional, está disponível para descarregar em: www.foeeurope.org/GMOs/Who_Benefits/FULL_REPORT_FINAL_FEB08.pdf
2 - A entrevista integral está disponível em: www.ethicalcorp.com/content.asp?ContentID=5684
3 - Para mais informação consultar por exemplo southeastfarmpress.com/soybeans/122707-resistant-weeds/index.html
Para mais informações: Dra. Margarida Silva, 91 730 1025
A Plataforma Transgénicos Fora é uma estrutura integrada por onze entidades não-governamentais da área do ambiente e agricultura (ARP, Aliança para a Defesa do Mundo Rural Português; ATTAC, Associação para a Taxação das Transacções Financeiras para a Ajuda ao Cidadão; CNA, Confederação Nacional da Agricultura; Colher para Semear, Rede Portuguesa de Variedades Tradicionais; FAPAS, Fundo para a Protecção dos Animais Selvagens; GAIA, Grupo de Acção e Intervenção Ambiental; GEOTA, Grupo de Estudos de Ordenamento do Território e Ambiente; LPN, Liga para a Protecção da Natureza; MPI, Movimento Pró-Informação para a Cidadania e Ambiente; QUERCUS, Associação Nacional de Conservação da Natureza; e SALVA, Associação de Produtores em Agricultura Biológica do Sul) e apoiada por dezenas de outras. Para mais informações contactar info@stopogm.net ou www.stopogm.net
Mais de 10 mil cidadãos portugueses reiteraram já por escrito a sua oposição aos transgénicos.
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